O MEU ADEUS A FÁBIO CAMPANA


Noite triste e eu quase sem acreditar na morte do meu eterno chefe Fábio Campana. O COVID que ele tanto temia, o levou de nós.

Trabalhei com ele por 33 anos e conheci poucas pessoas com a sua inteligência, bondade, sagacidade e com o seu desprendimento. Articulado, polêmico, genial e um ser humano muito especial que aprendi a respeitar e admirar. Muitas vezes o vi tirar de si para ajudar quem precisava. Acreditava sempre no melhor das pessoas e sempre dava a elas a chance de mostrar o seu potencial. Meu chefe, amigo e confidente, sempre ao seu lado e nos ajudando mutuamente, confiança que sempre agradeci e agradeço muito! Sua maior paixão eram os livros e os devorava. Publicou muitos exemplares pela sua Travessa dos Editores, e foram mais de 100 títulos. Uma perda irreparável! Além da saudades, Fábio deixa a esposa Denise, os filhos Rubens e Izabel, e o neto Antônio, a sua maior alegria e encantamento. Descanse em paz e que Deus e o infinito o acolham.

Fábio Campana nasceu em agosto de 1947 no município de Foz do Iguaçu. Era jornalista e escritor e poeta. Diretor da editora Travessa dos Editores e Editora Cabeza de Vaca. Editor das revistas Et Cetera e Ideias. Publicava colunas em uma rede de jornais do interior do Paraná, fazia comentários políticos diários na rádio CBN Cascavel e tinha um dos blog de política mais respeitados e acessados do Paraná, que levava o seu nome.
Foi secretário de Comunicação Social da Prefeitura de Curitiba e Secretário de Estado da Comunicação Social em três governos. Editor da extinta revista Atenção. Editor do extinto Correio de Notícias. Colunista político dos jornais Gazeta do Povo, O Estado do Paraná, Tribuna do Paraná e Gazeta do Paraná. Foi comentarista das rádios BandNews e Banda B.
Publicou Restos Mortais, contos (1978), No Campo do Inimigo, contos (1981), Paraíso em Chamas, poesia (1994), O Guardador de Fantasmas, Romance (1996), Todo o Sangue (2004), O último dia de Cabeza de Vaca (2005), Ai (2007), A Árvores de Isaías (2011) e O Ventre, o Vaso e o Claustro (2017).
Fábio Campana vivia em Curitiba desde 1960.

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