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Este blog nasceu em fevereiro de 2008, para postar eventos em geral, assuntos referentes ao universo da moda, beleza, gastronomia e vinhos.

18 de julho de 2016

Vinhos Laranja para a Confraria Feminina do Vinho de Curitiba


Em junho/2016, a confreira escalada para escolher o dia, o tema, os países produtores e a enogastronomia para o encontro mensal da Confraria Feminina do Vinho de Curitiba, fui eu. Escolhi os inusitados e interessantes vinhos Laranja, produzidos pelo método ancestral de vinificação, desde a época da república da Geórgia, no Cáucaso, quando a bebida em geral era produzida da mesma maneira, em ânforas de terracota e guardados em contato com a casca por meses. Hoje, os exemplares mais conhecidos vêm da Itália (em especial do Friuli) e da Eslovênia. Os vinhos brancos de cor alaranjada, geralmente são feitos com uvas sobremaduras. O produtor Josko Gravner, é considerado o “papa” do vinho laranja, e faz o processo como deve ser: em ânforas de terracota onde fermenta e guarda seus vinhos laranja em Friuli, na Itália, desde o ano de 2.000. Fui lá no Google para saber um pouco mais sobre eles e entre uma definição e outra, fiz um mix das informações e acredito, que fica fácil de entendê-los "Vinho laranja ou “wine orage” ou ainda “âmbar”, é um branco produzido de forma semelhante a um tinto – ou seja, o suco da uva fica em contato com as cascas por bastante tempo. É esse contato, maior ou menor, que dá cor aos vinhos – a cor é extraída da casca, adquirindo, desse modo, elementos como polifenóis, alguma cor (alaranjado ou âmbar) e textura rugosa. Alguns deles são melhores descritos por termos como “viscosos” ao invés de “densos” ou “de bom corpo”. O vinho Laranja pode ser classificado como vinho branco por também usar uvas brancas em sua produção. Carrega o frescor do vinho branco e a estrutura e características do vinho tinto. Tem acidez, taninos e aromas. São vinhos de guarda podendo ser guardados para melhor qualidade no aroma e no sabor, por até 20 anos. Fotos por Márcia Toccafondo.
 O vinho Laranja deve ser servido, de preferência, em taças grandes do tipo Borgonha, mas como usei a louça do salão de festas, servi na que tínhamos, sem alteração de aromas e sabores, já que o decantei antes de servir.
 Atentas a minha explanação: Sandra Lunedo, Mônica Meira, Sandra Zottis, Maria do Carmo Bado, Eunice Rocha, Analzira Carvalho Carneiro, Sueli Rita Floriani de Martínez, Isabel Pudles e Marlene Beck.
Os Vinhos Laranja, degustados na agradável noite da Confraria Feminina do Vinho de Curitiba, fui buscar na imporadora Decanter, em Curitiba, que me cedeu a pedidos, a ficha técnica de cada vinho. Apresentei primeiramente o mais antigo, pela cor, e que conseguimos por aqui: o vinho Laranja português Reserva Pessoal Branco 2005, do produtor Alves de Sousa, da região do Douro- ( R$ 317,90). Classificação Geral: Douro D.O.C.Castas:  Predomina Gouveio, Malvasia Fina e Viosinho, mais outra dezena de castas autóctones do Douro.  Graduaçã Alcoolica: 12,5° GL, Produção  Estimativa de guarda: 15 anos +.  "Coloração dourada de média intensidade. No nariz os aromas são amendoados, fumados e resinosos, num conjunto que ainda apresenta especiarias ao fundo. Rico, texturado, de acidez firme e largo final. Aromas amendoados, fumados, resinosos e especiados. Rico, texturado, de acidez firme e conjunto que mantém elegância." Dettori Bianco 2013 Sardegna/Itália – (R$ 219,70. O  Dettori é o mais original produtor da Sardenha no momento, 100% Vermentino, álcool: 14%, 36 meses em cubas de cimento inerte. Coloração dourada, não completamente límpida. Estonteante complexidade no nariz, com laranja confitada, jasmim, mel, cereal, fumado e ervas. De grande estrutura, sápido, com acidez que confere garra ao conjunto. Potencial de guarda: 15 anos +Vinho Laranja: Vitovska 2011Produtor: Zidarich. Região: Friuli – Itália - Carso – Duino-Aurisina, localidade de Prepotto. Castas: 100% Vitovska Graduação Alcóolica: 12° GL. "Coloração dourada, um pouco turva pela não filtração. Pura sedução olfativa, com flor de laranjeira, menta, cereal tostado e impressões iodadas. Rígido em boca, com percepção tânica, mineral, não faz um estilo consensual. Longuíssimo final. Pura sedução com flor de laranjeira, menta, cereal tostado e iodo." O Laranja Simcic Rebula 2014EslovêniaR$ 150,30 . A Simcic é a locomotiva qualitativa da região. 13,5% Álcool, 100% uva Ribolla (a grande casta branca dos vinhos Laranjas), 8 meses em cubas de aço inox. Coloração palha de média intensidade, reflexos dourados. No olfato cítricos, maçã, e alguns toques amendoados. Estruturado, denso e mineral. Tempo de Guarda: 15 anos +. "Coloração palha de média intensidade, reflexos dourados. Traz no olfato cítricos, maçã e alguns toques amendoados. Estruturado, denso, com marcada mineralidade. Olfato cítrico, de maçã e toques amendoados. Estruturado, denso e mineral."
Confreiras presentes ao encontro regado a vinhos Laranja: Analzira Carvalho Carneiro, Mônica Meira, Sueli Rita Floriani de Martínez, Isabel Pudles, Marlene Beck, Sandra Lunedo, Sandra Zottis, Maria do Carmo Bado, Eunice Rocha e eu, Márcia Toccafondo.
 A cor é linda, com variações de tons que vão do amarelo palha ao âmbarO processo começa pela escolha das castas, já que é preciso uma casca grossa e bastante compostos fenólicos antioxidantes para que resistam ao tempo (oxidação). As mais usadas são: Ribolla Gialla – com pele grossa, bastante acidez e muito saborosa, é a principal uva branca da região de Friuli-Venezia Giulia (Itália) e de Brda (Eslovênia), sendo uma das castas mais usadas nos vinhos laranjas italianos e resultando vinhos encorpados. Sauvignon Vert -  uva branca da região do Vêneto com grande presença na região de Friuli, que posteriormente se espalhou para toda a Itália e resto do mundo e a Pinot Grigio (ramato em italiano), é muito parecida com a Pinot Noir. Esquecida por muitos anos, voltou ao cenário devido aos vinhos laranjas, em 2005, goza de grande popularidade e resulta em vinhos alcóolicos, uma das características do vinho laranja.
Como o vinho Laranja é muito democrático e de ótima harmonização, e como o nosso inverno curitibano pede comida quente, escolhi fazer eu mesma, uma sopa de capeletti com queijos, champignon, palmito e azeitonas, servida no pão italiano. O resultado agradou as confreitas presentes ao encontro que aconteceu no salão de festas do meu edifício, seguiu em clima aquecido e descontraído...
Sandra Lunedo, Márcia Toccafondo, Marlene Beck, Analzira Carneiro, Sandra Zottis, Eunice Rocha e Isabel Pudles.
Caprichos para as confreiras, porque amigas.. merecem!

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