Denise Fraga traz “A Visita da Velha Senhora” para Curitiba

A atriz Denise Fraga se apresenta esta semana em Curitiba com o espetáculo "A Visita da Velha Senhora", de quinta-feira (26) até sábado no Guairinha. Ingressos no balcão a R$ 50 e R$ 25 (meia); plateia a R$ 60 e R$ 30 (meia)"A Visita da Velha Senhora" aborda a fragilidade dos valores morais e da nossa noção de justiça quando a palavra é dinheiro. O texto de Friedrich Dürrenmatt apresenta a milionária Claire Zachanassian (vivida por Denise), que chega à cidade arruinada de Güllen com promessas de salvá-los da falência. Em troca, ela pede pela morte de Alfred Krank, uma antiga paixão que a abandonou grávida. Assim, diversos personagens discutem, com muito humor, ironia e humanidade, se isso seria um ato de justiça, e o quanto pode-se moldar a ética em favor do poder do dinheiro.
“Acredito no poder de transformação pela arte. Na formação do indivíduo pela arte. O teatro como espelho do mundo, nos fazendo rir para nos reconhecer, dando voz a nossa angústia, dando palavras àquilo que pensamos e não sabemos dizer. O humor e a poesia nos ajudando a elaborar o pensamento para agir, para transformar, para viver criativamente, para por a mão da massa da nossa história”, afirma Denise Fraga. “Depois de dois anos e meio de A Alma Boa de Setsuan, de Bertolt Brecht, e um ano e meio de Galileu Galilei, do mesmo gênio alemão, sou mais uma vez surpreendida pela potente atualidade de um clássico. Não foi por acaso que cheguei a Dürrenmatt. Foi discípulo, bebeu em Brecht. Lá está o mesmo fino humor, a mesma ironia e teatralidade. Dürrenmatt também se faz valer do entretenimento para arrebatar o público para a reflexão”.
É natural finalizar tal “trilogia” com a obra máxima de Dürrenmatt. Como Brecht, Dürrenmatt é mestre em dissecar as relações de poder e os conflitos morais em suas obras, em questionar o papel do herói e a sua necessidade para uma sociedade justa, em fazer uso do humor para gerar reflexão. Nas três peças:Alma Boa, Galileu Galilei e A Visita da Velha Senhora, tudo isso está explícito. A diferença é que Brecht prefere desconstruir as ilusões de que nos alimentamos e propor uma possível transformação, enquanto Dürrenmatt as mantém vivas e ri delas por serem apenas isso: ilusões, enganos pelos quais lutamos e sempre lutaremos.
A direção é do cineasta Luiz Villaça, que depois do sucesso de Sem Pensar, de Anya Reiss, e A Descida do Monte Morgan, de Arthur Miller, retorna mais uma vez ao teatro.
A montagem tem a sofisticação de contar com Cenários e Figurinos de Ronaldo Fraga, a batuta do maestro Dimi Kireeff na Direção Musical, o Desenho de Luz de Nadja Naira da companhia brasileira de teatro, Lucia Gayotto na Preparação Vocal e Keila Bueno nas Coreografias e Preparação Corporal e Simone Batata no Visagismo.
 O espetáculo cumpriu temporada de 6 meses no Teatro do SESI, em São Paulo,realizando 86 sessões do espetáculo e agora segue em turnê nacional, já com as nominações ao Prêmio Shell nas categorias Melhor Atriz (Denise Fraga) e Melhor Figurino (Ronaldo Fraga) e ao Prêmio Aplauso Brasil nas categorias Melhor Atriz (Denise Fraga), Melhor Direção (Luiz Villaça), Melhor Arquitetura Cênica (Ronaldo Fraga) e Melhor Espetáculo Independente.
O espetáculo é apresentado pelo Ministério da Cultura e Bradesco.
Fotos: Divulgação.

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